TL;DR executivo
ESG integrou SST em materiality porque acidente e doença destruem valor: multa, paralisação, afastamento previdenciário, ação trabalhista e premium de seguro. Relatório que exibe TRIR bonito sem horas expostas ou metodologia GRI 403 é greenwashing fácil de derrubar em roadshow. IFRS S1/S2 e ISSB elevam exigência de governança de dados. No Brasil, atividade real continua sob NR-1 e eSocial.
Sumário
- Materiality: o que é material para o investidor
- GRI 403 e métricas mínimas
- Conexão com PGR e auditoria SST
- Terceiros e cadeia de valor
- Comunicação em incidente com valor de mercado
- Erros de KPI cosmético
- FAQ
- Referências
Materiality: o que é material para o investidor
Fatalidade, desastre ambiental associado, multa MPT milionária e risco reputacional em commodity sensível.
GRI 403 e métricas mínimas
Horas trabalhadas, taxas padronizadas, absenteísmo ligado a doença ocupacional. Comparabilidade ano a ano.
Conexão com PGR e auditoria SST
Sesmt deve alimentar controllership com dado reconciliado ao eSocial.
Terceiros e cadeia de valor
ESG supply chain exige cláusula SST e auditoria fornecedor crítico.
Comunicação em incidente com valor de mercado
Press release honesto com plano Corretivo evita short attack especulativo.
Erros de KPI cosmético
- Taxa sem denominador.
- Ocultar afastamento longo típico.
- Não reportar psicossocial.
- Mix de empresa pequena adquirida sem restate.
- Stakeholder engagement só marketing.
FAQ
B3 exige ESG?
Segmentos específicos — ver regulamento vigente.
IFRS obriga SST?
S1 geral + materiality de sustentabilidade financeira associada.
eSocial entra no relatório?
Deve bastar como fonte se controlado.
Referências
- ISSB / IFRS Foundation — normas S1 e S2 (consultar versão vigente).
- GRI 403 — Ocupational Health and Safety.
- Brasil. NR-1, eSocial.
- SASB — industry metrics.
Nota editorial: normas internacionais evoluem — data cut no relatório.
