TL;DR executivo
Consultoria SST de verdade sai do powerpoint quando ancora em risco financeiro, cadência de governança e prova de redução de severidade — não em volume de slides. Diretoria deve exigir responsabilidade clara entre SESMT, RH, TI, legal e operações, com dashboard reconciliado ao eSocial e indicadores auditáveis. COO precisa ver SST como restrição de produção legítima, não “departamento que segura obra”.
Sumário
- Quando contratar vs fortalecer interno
- RFP: escopo, exclusões e coerência com PGR
- Modelo de governança e patrocínio executivo
- Multissite e terceiros
- Métricas de sucesso que não são “horas billadas”
- Erros comuns em seleção de fornecedor
- FAQ
- Referências
Quando contratar vs fortalecer interno
M&A, nova NR, crise fiscal MPT ou transformação digital exigem capacidade externa temporária. Núcleo interno deve reter memória e relacionamento com trabalhadores.
RFP: escopo, exclusões e coerência com PGR
Exija metodologia de risco psicossocial, mapeamento de evento eSocial e plano de sustentabilidade pós projeto. Exclua promessas “zero acidente”.
Modelo de governança e patrocínio executivo
Comitê trimestral C-level com ata pública interna (controladoria).
Multissite e terceiros
Playbook de replicação com GAP local por Estado fiscal.
Métricas de sucesso que não são “horas billadas”
- Redução documentada de NC críticas auditoria externa
- Tempo médio correção de achado MTE
- Adoção de controle engenharia vs EPI
Erros comuns em seleção de fornecedor
- Low cost perdendo especialista sênior.
- Pacote “NR” genérico sem indústria.
- Não incluir TI no kickoff.
- Ignorar CLT terceiro.
- Não definir IP de material gerado.
FAQ
Big 4 sempre melhor?
Depende do braço SST específico.
Contrato tempo indeterminado?
Marcos e exit claro.
Quem aprova entregável?
Sponsor executivo + SESMT.
Referências
- Brasil. NR-1 e marco legal SST.
- ISO 45001 — outsourcing competence.
Nota editorial: RFP real costuma ser sigiloso — adaptar modelo ao setor.
